O DEMOLIDOR
Olhando de longe, Ben Underwood é um garoto americano tradicional. Mora no subúrbio, joga videogame, vai ao colégio, anda de patins com habilidade. Mas é só chegar perto dele para ver, ou melhor, ouvir, o que o faz diferente, especial. Enquanto anda, ele faz um clique - um estalo com a boca. Não é um tique nervoso. É emitindo um barulhinho esquisito que ele enxerga. Ou melhor, é assim que ele percebe os obstáculos à sua frente. Como os golfinhos e morcegos, o rapaz de 15 anos se movimenta por ecolocalização - um dos pouquíssimos seres humanos a desenvolver essa habilidade. Ele emite um som e, a partir da velocidade e volume do eco, é capaz de "enxergar" do que se trata - com seus cliques ele pula obstáculos, diz se é um carro ou uma caminhonete, atinge uma pessoa com uma bola jogando queimada. Foi a maneira que ele encontrou para viver uma vida razoavelmente normal depois de perder a visão, aos 3 anos. "Se eu andasse de bengala, os meninos da escola iriam quebrá-la", contou à revista americana People este ano. Seu treinamento foi como em filmes: sua mãe e irmãos mais velhos nunca o trataram com piedade. Na escola, um professor o desafiava depois das aulas perguntando a localização de objetos para que ele melhorasse seus instintos. O próprio garoto testava seus limites. De vez em quando, tentava correr e esborrachava a cara na parede. Levantava, continuava com seus cliques. Aprendeu a "ler" os sons mais rapidamente. Sua audição lhe permite derrotar o irmão em jogos de luta no videogame (pelo som dos personagens ele consegue ver qual golpe está sendo dado) ou jogando pebolim - o som da bola correndo na madeira o ajuda a saber onde deve bater para fazer os gols. Ben Underwood tem uma história parecida com a do super-herói Demolidor. Para compensar a cegueira, o diabo vermelho dos quadrinhos e do cinema desenvolveu todos os outros sentidos além do humanamente normal. O moleque americano não combate criminosos - a não ser no videogame. Para além da bela história de superação, que ilustraria livros de auto-ajuda, o exemplo de Ben mostra que seres humanos também são capazes de desenvolver alguns superpoderes que parecem só existir na ficção. Dan Kish, um psicólogo especializado em cegos e estudioso de ecomobilidade diz que Bem "expande os limites da percepção humana".CAPITÃO CORAÇÃO
O estilo locomotiva, de manter o mesmo ritmo, forte, durante todas as provas é o que o distinguiu dos demais e possibilitou a conquista de 7 títulos consecutivos da Volta da França (entre 1999 e 2005), a mais importante competição do ciclismo de estrada no mundo. O interessante é que, antes de ganhar sua primeira Volta, Armstrong ficou 3 anos parado. Em 1996, descobriu que tinha câncer já em estágio avançado, que ia dos testículos ao cérebro. A chance de sobrevivência era de apenas 3%. “Os médicos disseram no início do tratamento que era de 50% para me deixar mais esperançoso”, escreveu o ciclista no livro De Volta à Vida. Lance enfrentou a quimioterapia e sobreviveu. Mas fez muito mais que isso.
“Na quimioterapia, ele foi obrigado a usar drogas que acabaram dando a ele uma resistência que não teria atingido dentro do tratamento normal. Teoricamente o tumor foi um doping pra ele. Depois do câncer Armstrong melhorou em todas as especificações”, afirma João Gilberto Carazzato, especialista em medicina esportiva da USP.
HOMEM ELÁSTICO
A maleabilidade do corpo de Garry rendeu duas entradas no livro dos recordes: maior número de pregadores presos à face (158 peças, sem colocar nos lábios) e maior elasticidade da pele – ele levantou 15 cm de pelanca da sua barriga magricela. Garry não reclama de ser chamado de aberração e até lucra com isso, excursionando com um circo, espécie de show de horrores, pelo Reino Unido.
SINESTESIA
Elisabeth, uma estudante de música considerada a única pessoa no planeta com um tipo raro de habilidade sinestésica (capacidade de combinar, de forma involuntária, a audição, a visão e o paladar). Assim, por meio de combinações de notas musicais, ela é capaz de ver cores e formas e até sentir aromas que se materializam em sua língua.ARTISTA PLÁSTICO CEGO
Outra história real é a do turco Esref, um cego de nascença que produz fascinantes pinturas de natureza viva ou morta. Mesmo sem nunca ter enxergado, ele usa cores bem definidas e desenha em três dimensões utilizando a perspectiva de três pontos, técnica que simula, por exemplo, o efeito causado quando o alto de um prédio é observado da rua. Mais informações visite:
HOMEM DO GELO
Da Holanda vem Wim Hof, o "Homem de Gelo", que suporta as mais baixas temperaturas ao controlar sua fisiologia de tal forma que não sofre os efeitos de ulceração que o frio provoca e resulta em morte. Ele ficou mais de uma hora coberto de gelo, apenas com a cabeça de fora, garantindo mais um recorde mundial de banho gelado. Em outra ocasião, vestindo apenas bermuda e óculos, o holandês nadou por 50 metros em um lago congelado.
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